Sou sempre a mesma
Aqui e lá
E ao mesmo tempo diferente de todas as outras matrioskas
Os cabelos têm caído
A mesma força e não mais a mesma
Outrora muito rude muito carranca muito plus
Por falta de dor
O tempo trouxe todas
Ao mesmo tempo
Santificada seja o teu nome
a dor
a dor a
adorar
Somente as músicas
entre eu e você é que restaram
E todos podem ouvir ao mesmo tempo
agora
Mas são as músicas-estórias-olhares
Apenas som que houve entre nós
A cumplicidade permanece mesmo com o tempo
E as peles de pêssego se renovam
De outros meios em outros
Instantes
A dor da partida é sempre uma dor
Duída
Da mudança de hábitos
Ver partir um amor é desfazer-se
Entre tantas opções é trocar de hábitos
Sim ou sim
Não mais aquele telefonema, não mais aquela expectativa
Porém, eu sou a mesma e nova
Em tantas novas utopias
Saber se se sucumbe ou se se sobrevive é o desafio
A entrega ao novo é dolorosa
do bebê à morte
tem-se que tirar a pele de algum lugar
abrir uma janela que estava fechada
ou fechar uma porta definitivamente
A dor será na medida do pé e do sapato.
As circunstâncias serão sempre novas.
Não me lembro de ter estado aqui antes.
neste planeta.
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