Chorei por medo e por todos os ciúmes infundados e não revelados. Pela impotência. Pela vontade que não cessa - três ou quatro bem grandes do tamanho de um dinossauro.
Chorei porque a queria perto. Porque sinto verdade - mesmo não sabendo o que isso quer dizer. Porque reverbera em mim, nela, em nós. Porque está lá naquele espaço comum que só eu e ela sabemos e conhecemos. Mesmo com a distância.
Chorei porque precisava liberar espaço dentro de mim. Porque toda aquela-verdade-sentimento faz parte da presença dela.
Eu queria ter-lhe dito que a amava.
Seria piegas e talvez veriam-me como leviano. Sim, eu sei, Hemingway, mas ...deixo o mas... Amo, ao meu modo, a menina e suas tensões.
Amo muita gente.
É tanto afeto que sufoca.
Imaginário, porta-reflexo, eu-fora-da-casinha, cinco elementos, constelações, novamente eu-dentro-da-casinha, conversa(a)fiada, intensidade, buracos negros, corpo, cinestesia, confluências, eu, o Outro, meu avô e os do lado de lá, as fiandeiras, ficção, retratos, um ovo é apenas um ovo. Humano, demasiadamente, humano!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
pseudo haikai para um homem
"vi um homem no metrô e ele tinha bigode
lembrei da sua barba, rapaz.
saudade dos tempos em que seus cabelos ficavam entre os meus dedos".
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