segunda-feira, 9 de maio de 2011

Entre Hemingway e eu

Chorei por medo e por todos os ciúmes infundados e não revelados. Pela impotência. Pela vontade que não cessa - três ou quatro bem grandes do tamanho de um dinossauro. 


Chorei porque a queria perto. Porque sinto verdade - mesmo não sabendo o que isso quer dizer. Porque reverbera em mim, nela, em nós. Porque está lá naquele espaço comum que só eu e ela sabemos e conhecemos. Mesmo com a distância.

Chorei porque precisava liberar espaço dentro de mim. Porque toda aquela-verdade-sentimento faz parte da presença dela. 


Eu queria ter-lhe dito que a amava. 
Seria piegas e talvez veriam-me como leviano. Sim, eu sei, Hemingway, mas ...deixo o mas... Amo, ao meu modo, a menina e suas tensões. 


Amo muita gente.


É tanto afeto que sufoca. 

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